Foto: Floriano Lima
18/05 a 24/07 - Curso de extensão: O Golpe de 2016 e suas implicações nas políticas de educação no Brasil - vagas limitadas

 Acesse a Ficha de Inscrição aqui: Formulário_de_inscrição_PROJETO_GOLPE.docx (enviar formulário preenchido para proext@ueap.edu.br até as 12h00 do dia 18/05).

O golpe de 2016 precisa ser compreendido enquanto face de um contexto internacional que defende entre outras medidas o constante ajuste fiscal e a busca incessante pelo superávit primário. O que se constituiu em um pacote de ações impopulares que redefiniram a concepção de democracia e dificultaram a conciliação de classes que vinha se desenvolvendo com os governos Lula/Dilma, atenuando os ideais neoliberais em favor de tal conciliação(1).

O debate acerca dos impactos do impeachment da Presidenta Dilma Rousseff em 2016, reafirmam os fatos históricos que constituíram como um golpe. Golpe facilmente denominado de parlamentar e midiático, com fortes suspeitas de contribuição de parte do judiciário brasileiro(2).

A ruptura institucional que culminou no impeachment, encerra a experiência democrática iniciada em 1985 com o primeiro governo civil, e consolidado pela Constituição de 1988. O que começa acontecer a partir de 2013. O pacto que mantinha essa estrutura estável começa a ruir e uma agenda conservadora e antipolítica passa a ganhar corpo. A crise política é uma crise da relação do congresso com o executivo, influenciada ainda pelo poder judiciário. Uma crise que, portanto, não está na disputa agonística pelo poder político, mas se dá entre os poderes estabelecidos. No seio da sociedade o confronto democrático vai sendo substituído pelo confronto entre formas mais essencialistas de identificação ou entre valores morais(3).

Vivemos num ambiente institucional degradado. E a ruptura institucional promovida pelo processo de impeachment sedimenta em um setor da classe política a ideia de que o caminho para o poder não passa, necessariamente, pelo consentimento majoritário da população. Desta forma, o sistema político brasileiro funciona desde sempre sob a lógica da corrupção, a camada social dirigente atua em nome próprio, apropriando-se do Estado(3).

No cenário das escolas públicas brasileiras, a principal repercussão se manifesta na fragilidade da perspectiva de gestão democrática e o ênfase em modelos de gestão que se alinhem as finalidades político-econômicas vigente, materializado na redução de recursos para manutenção dessas instituições e o distanciamento da possibilidade de formação emancipatória, manifestada na formação de mão de obra para o mercado de trabalho e prevalecimento de uma educação tecnicista(1).

Para discutir a gestão democrática das escolas públicas de Educação Básica e IES do Brasil será necessário utilizar-se de autores que discutem a conjuntura político-econômica internacional, a educação superior frente a mundialização do capital, a democracia adotada em países capitalistas e suas incoerências.

O tema Golpe 2016: cultura, gênero e relações étnico raciais propõe-se compreender os impactos do Governo Temer nas políticas públicas de cultura, gênero, sexualidade, raças e etnias e patrimônio cultura buscando reconfigurá-las como direitos humanos, individuais e coletivos, a serem reconquistados e reinseridos nos planos de governos e, nas pautas das lutas dos movimentos da sociedade civil organizada.

Construir novos debates acadêmicos sobre os temas de gênero e relações étnico raciais se faz necessário uma vez que, por muito tempo, não se perguntou, por exemplo, sobre a educação dos negros, dos indígenas ou sobre as especificidades da educação feminina nos diferentes momentos do passado. Essas questões são fundamentais para o entendimento do que foi, do que é a educação brasileira. Enxergar o “outro” continua exigindo um grande esforço principalmente para os que não ocuparam o lugar dos que pouco puderam falar ou escrever ao longo da história.

O presente curso inspira-se na disciplina oferecida na Universidade de Brasília pelos docentes Luis Felipe Miguel e Karina Damous Duailibe, reconhecendo a importância da iniciativa desses doentes com uma universidade autônoma e crítica. O curso reafirma a posição contrária às iniciativas em curso de liquidar com a autonomia universitária e a liberdade de pesquisa e ensino crítico na universidade. E propõe-se a analisar o contexto do golpe de Estado, entendido como um mecanismo de manutenção e controle por uma elite atrasada e perversa, focando em seus desdobramentos no processo de sucateamento da educação pública. Discutindo o Golpe de Estado, seu corporativismo e seu legado autoritário de Golpes e contragolpes no breve período democrático (1945-1964); O golpe civil-militar de 1964 e O golpe de 2016: autoritarismo, perda de direitos e reação conservadora.

 

Programação

- 18 maio 2018

18h30min

Auditório Central da UEAP

 

Palestra abertura

Coordenação da mesa - Luciano Araujo Pereira (UEAP)

A construção ideológica e jurídica do Golpe: 1964 e 2016 - Esp. Bel. Josicléeia da C. Portela Carvalho (UNIFAP)

 

 

- 25 maio 2018

18h30min

Mini Auditório II

Simpósios

Coordenação da mesa

- Brígida Ticiane Ferreira da Silva (UEAP)

 

Golpe de 2016: Estado, violência e alienação

Kátia Paulino dos Santos (UEAP)

Golpe 2016 - cultura, gênero e relações étnico raciais

Janilson Pinheiro Barbosa (Consultor UNESCO)

 

 

- 01 junho 2018

Simpósio temático

Coordenação da mesa

- Heryka Cruz Nogueira (UEAP)

 

O Golpe no Brasil e a reorganização imperialista em tempo de globalização

Régis Rodrigues de Almeida (IFAP)

Maria Otávia Battaglin Loureiro (IFAP)

 

 

- 08 junho 2018

Simpósios

Coordenação da mesa

- Marcelo Silva Andrade (UEAP)

Os golpes de Estado na América Latina e no Brasil República e a educação

Vitor Sousa Cunha Nery (UEAP)

Os golpes de 1964 e 2016 e o Estado Democrático (ou pós-democrático?)

Job Miranda de Moura (TJAP)

 

 

- 15 junho 2018

Simpósios

Coordenação da mesa

- Miriam Maia Araujo Pereira (SEED)

 

Privatismo ideológico e a contradição do debate e a herança de 1964

Fábio Luis Souza Freitas (UEAP)

O golpe de 2016 e o contra fluxo de uma governabilidade democrática

Camila Maria Risso Sales (UNIFAP)

 

 

- 22 junho 2018

Palestra Magistral

Coordenação da mesa

" - Márcio Moreira Monteiro (UEAP)

 

A crise política no Brasil, o golpe e o papel da educação na resistência e na transformação

Antonio Sergio Monteiro Filocreão (UNIFAP)

 

 

- 29 junho 2018

Simpósios

Coordenação da mesa

- Suélen Félix Pereira (UEAP)

 

Educação Infantil: A criança vista como objeto de manipulação para o capital neoliberal

Ângela do Céu Ubaiara Brito (UEAP)

O Golpe e a gestão democrática das escolas públicas e IES brasileiras

Valéria Silva de Moraes Novais (UEAP)

 

 

- 30 junho 2018

Simpósio

Coordenação da mesa

- Marcela Nunes Videira (UEAP)

 

As jornadas de junho (2013) e a crise da democracia

Daniel Bustamante Teixeira (UFRJ)

Golpe de 2016 e o papel da mídia brasileira nessa construção

Dilnéia Rochana Tavares do Couto (UEAP)

 

 

- 06 julho 2018

Simpósio temático

Coordenação da mesa

- Iranir Andrade dos Santos (UEAP)

 

O golpe e o cenário político feminino no Brasil Ana Cristina de Paula Maués Soares (UNIFAP)

Marineide Pereira de Almeida (UEAP)

 

 

- 07 julho 2018

Simpósios

Coordenação da mesa

Edna dos Santos Oliveira (UEAP)

A reforma do ensino médio e seu papel na consolidação do golpe na educação do Brasil

Eliane Cabral da Silva (UNIFAP)

Privatização, financiamento da educação pública e controle social

Danielle Dias da Costa (UEAP)

 

 

- 13 julho 2018

Auditório Central

Palestra Magistral

Coordenação da mesa

- Janaína Freitas Calado (UEAP)

 

Com o golpe de 2016, para onde caminhará a educação?

Emir Simão Sader (UERJ)

 

 

- 14 julho 2018

Auditório Central

Filme - Documentário “O Processo” seguido de debate.

 

 

Objetivo

Oportunizar de forma contextualizada a apropriação de informações histórico-filosóficos de como ocorreu o golpe parlamentar/midiático no Brasil no ano de 2016, entender quais os principais elementos que construíram tal golpe (jurídica, histórica e midiática.

Coordenação

Luciano Araujo Pereira / Janaína Freitas Calado

 

 

Realização

Colegiado do Curso de Ciências Naturais

Apoio

Universidade do Estado do Amapá

Av. Presidente Vargas, nº 650 - Macapá - Amapá - Brasil - 68.906-970 - Centro.

 

Inscrições 

Enviar formulário preenchido para o E-mail:

proext@ueap.edu.br - Pro Reitoria de Extensão da UEAP

 

Publicado em: Sexta-feira, 04 de Maio de 2018 por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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