Foto: Floriano Lima
II Mostra Científica do PARFOR, durante a SNCT, revelou desafios e superações do programa
“O desmonte da educação já é sentido cotidianamente e o PARFOR é um dos primeiros alvos”, disse pesquisadora.

O Programa Nacional de Formação de Professores (PARFOR) também marcou presença na SNCT 2018 com a II Mostra Científica do PARFOR, com stand no hall de entrada e palestras.

Marcela Seoane, pedagoga e mestranda em educação, apresentou uma análise geral da trajetória formativa do programa na Universidade do Estado do Amapá e revelou um panorama crítico da situação do programa de maneira geral. “Quanto à estrutura física e administrativa do PARFOR na UEAP, reclamações acerca da falta de um RU com preços acessíveis e um local para descanso, pois no sistema modular os estudantes passam praticamente o dia todo na universidade”, constatou Seoane, que explicou que a maioria dos estudantes do PARFOR são professores que vêm da zona rural no período de férias para vencer em um mês o currículo de um semestre.

O PARFOR é um programa federal que visa a garantir que todos os professores do Ensino Básico graduem-se nas matérias que lecionam, em atendimento à obrigatoriedade da lei de diretrizes e bases da educação. O programa tem um bom histórico de elevação do IDEB, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, com destaque para o amplo engajamento de docentes formados na Região Norte, a região que apresenta 50% da demanda do país para formação de docentes do Ensino Básico. Segundo dados da Plataforma Freire 2, foram aproximadamente 25 mil pedidos de inscrição de docentes da região em relação aos 50 mil pedidos totais do país.

Com o corte de verbas anunciado pelo Governo Federal aos programas de pós-graduação e de formação, o PARFOR reduziu seu alcance. Na UEAP este ano foram ofertadas duas turmas, apenas para o curso de Pedagogia, e na UNIFAP não houve a abertura de inscrições. “Apesar de ser um curso emergencial, o PARFOR ainda não cumpriu a sua demanda de formar os professores sem diploma ainda registrados no Estado. E os professores que ficaram desamparados, como vão se formar se a maioria não tem condições de pagar por uma graduação particular ou não têm como largar seus empregos na cidade de origem para estudar numa universidade pública aqui na capital?”, indaga Marcela Seoane, “o desmonte relacionado ao incentivo da educação superior está sendo perceptível cotidianamente, e o PARFOR é um dos primeiros a sentir esse ataque”.

Contudo, o que ficou perceptível é que não falta empenho dos servidores ligados ao PARFOR no sentido de trabalhar conforme as possibilidades. Nesta SNCT, o programa foi responsável por trazer três avaliadores para compor a banca examinadora dos trabalhos premiados no último dia do evento.

O PARFOR trouxe também à Semana uma exibição de animais dissecados e demais experimentos realizados pela turma de Ciências Naturais, coordenada pela professora Débora Arraes e composta pelos acadêmicos Rutilene dos Santos Sena, Marlene Soares da Silva, Maria Madalena Barbosa, Edisvan Lopes Lourinho, Cledinei Santana Brazão, Aurea Peres dos Santos, Maria Santos Coelho, Maria Irazilde Santos Coelho, Maria Analice Silva dos Santos, Washington Freitas Penha, Francy Junior Benicio da Silva.

Publicado em: Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018 por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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