Foto: Floriano Lima
Curso de Música participa de ação social e planeja projeto de extensão em comunidade no Mazagão

Durante o período de 22 a 25 de março de 2017, alunos do 4º semestre de Licenciatura em Música da Universidade Estadual do Amapá - UEAP, a convite da secretaria de planejamento do Governo do Estado, por meio do reitor Perseu Aparício e do coordenador da Licenciatura em Música, Emanuel Cordeiro, deslocaram-se  em uma viagem de barco para a comunidade Betel, no Rio Ariramba, Município de Mazagão-AP. Eles foram representar a UEAP em uma ação social realizada pelo Governo do Estado do Amapá. A ação faz parte de um programa que, dentre outras atividades, visa a capacitação profissional dos moradores de regiões mais carentes do Estado.

Enquanto alguns habitantes da comunidade aproveitavam a ação para retirar documentos e cuidar da saúde, muitos se juntavam aos estudantes, que realizavam apresentações e aulas sobre técnica vocal, violão, teclado e sobre a importância da música na educação. Segundo os acadêmicos, a comunidade Betel é bastante numerosa, tem uma cultura musical muito acentuada e recebeu a turma da UEAP com diplomacia e educação, liderados pela representante comunitária na ocasião, Sra. Géssica da Costa.

As ações da turma de Música foram divididas em dois momentos: um ensaio musical à noite, incluindo  testes nos equipamentos de som locais; e, no dia seguinte, palestra sobre o curso de Música e as oficinas de vocal, violão e teclado, práticas que culminaram na formação de um coral com integrantes de todas as oficinas. A socialização das atividades  deu-se com uma apresentação musical  que envolveu membros da comunidade e os acadêmicos da UEAP.  Aproveitou-se os músicos locais para formar uma banda com os universitários, acompanhados por um grande coral.

PROJETO DE EXTENSÃO - Segundo Perseu Aparício, após a apresentação o governador Waldez Góes fez um balanço das ações na comunidade, recebeu reivindicações e solicitou que a UEAP desse continuidade à ação de alguma forma. "Nossa ideia foi iniciar uma atividade de extensão do curso de música no Betel porque lá a atividade foi muito bem recebida, foi inclusive uma solicitação da própria liderança da comunidade", revelou o reitor, acrescentando que os estudantes toparam a empreitada.

"A junção entre nós acadêmicos e os músicos locais foi importante porque eles careciam de uma assessoria, precisavam ver outros músicos, novas técnicas para socializar entre eles, é uma comunidade muito musical. Aqui na cidade temos mais informações sobre música e eles têm essa sede de aprender", afirma André Pantoja, representante de turma e presidente do Centro Acadêmico do curso de Música.

Após a apresentação, os acadêmicos ainda prestaram uma pequena assessoria aos músicos que formam o conjunto da igreja local, esclarecendo dúvidas sobre acústica e parâmetros sonoros.

FINA SINTONIA - Os estudantes não escondem a satisfação que tiveram em participar da ação social do Estado. Em relatório após a realização da atividade, deixam claro que a interação entre a academia e a comunidade externa ocorreu em fina sintonia. Leia um trecho do texto apresentado pelos alunos da turma do 4º semestre de Licenciatura em Música sobre a ação: "os moradores da Comunidade Betel são em grande parte  jovens e crianças,  pessoas pacíficas e comedidas, devido a uma educação voltada à religiosidade, pois quase que em sua totalidade é composta por indivíduos vinculados à igreja Evangélica Assembleia de Deus, a qual realiza um trabalho educacional e de conscientização, que molda a personalidade deste povo conforme os ensinamentos da bíblia cristã. A Assembleia de Deus é um tipo de igreja muito voltada para a musicalidade e musicalização, formando assim, bandas, corais, e grupos musicais diversos que contribuem para o desenvolvimento de seus cultos. Há uma grande valorização dos musicistas, pois se acredita que através dos cânticos e músicas executadas pela banda, Deus fala com as pessoas e atende as suas necessidades trazendo-os uma paz interior. 

Aprender  música e tocar na igreja também é uma forma de entretenimento, de divertir as pessoas da vila, observa-se que boa parte da comunidade vive em função dessa prática, haja vista que não há outro tipo de entretenimento, pois a vila não possui energia elétrica abundante, internet e nem serviços de telefonia. Sendo assim, o povo da Comunidade Betel tem um grande apreço pela música, um interesse em aprender e se capacitar que se torna um estilo de vida. Apesar de tudo isso,  não há na vila nenhum professor de música capacitado para ensinar de maneira sistematizada aspectos básicos e importantes como: percepção musical, teoria, parâmetros sonoros, harmonia, performance, técnicas instrumentais, técnica vocal, instrumentos de sopro, cordas e outros, e os moradores de lá aprendem música na oralidade daqueles que já tiveram algum tipo de experiência e vivência musical, são autodidatas, o que não tira em hipótese alguma os méritos de quem ensina ou aprende." 

 

ALUNOS DA LICENCIATURA EM  MÚSICA DA UEAP  QUE PARTICIPARAM DO EVENTO.

01 André Pantoja da Costa. (flauta transversal e técnica vocal)

02 Bruno Souza de Moura. LMU 1º semestre (violão)

03 Dyuna Monteles Paixão. (teclado)

04  Junior Lobato de Oliveira. (técnica vocal)

05 Joelferson Bezerra Bezerra. (violão)

06 Thais Nascimento de Oliveira. (violoncelo e teclado)

07 Wuandeson Lobato da Silva. (técnica vocal)

Publicado em: Quarta-feira, 29 de Março de 2017 por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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